Este políptico, composto por quatro fotografias, tangencia a temática da angústia suscitada pela experiência de viver em uma cidade grande. O descompasso entre o ritmo demandado pela cidade e o tempo individual é, nele, problematizado.

 

Solidão silenciosa. Seres, objetos, prédios, luzes, conglomerado infinito e onipresente em cada passo dado na megalópole que habito. Existência desenfreada e arredia. Sou cem mil, sou nenhum. Lá fora, vida em movimento; dentro, em mim, a dor de um certo não pertencimento, o abandono e um fio de esperança da vida que se faz vista. Viva.

 

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This polyptych, consisted of four photographs, explores – as a theme – the anguish of living in a big city. The unsteadiness between rhythm, required by the city, and people’s personal time is questioned.

 

Quiet solitude. Living beings, objects, buildings, lights. Infinite, omnipresent conglomerate in every step taken in the megalopolis where I live. Unrestrained-restrained existence. I am a hundred thousand, I am none. Out there, life is in movement; inside, in me, the pain of not-belonging, the abandonment and a glimmer of hope of seeing real life. Being alive.

 

Um, nenhum e cem mil
2014